quinta-feira, 21 de maio de 2009

As pedagogias do “aprender a aprender” e algumas ilusões da assim chamada sociedade do conhecimento. Segundo Newton Duarte


Newton Duarte defende a tese de que a assim chamada pedagogia das competências é integrante de uma corrente educacional contemporânea a qual é chamada por ele de pedagogia do aprender a aprender e cita quatro posicionamento valorativos contidos no lema “aprender a aprender”.

O 1º posicionamento: são mais desejáveis as aprendizagens que o individuo realiza por si mesmo, nas quais está ausente a transmissão por outros indivíduos de conhecimento e experiências.

Nessa perspectiva aprender sozinho contribuiria para o aumento da autonomia do individuo, enquanto aprender como resultado de um processo de transmissão por outra pessoa seria algo que não produziria a autonomia e ao contrario, muitas vezes até seria um obstáculo para a mesma.
Newton Duarte não discorda da afirmação de que a educação escolar deva desenvolver no individuo a capacidade e iniciativa de buscar por si mesmo novos conhecimentos, a autonomia intelectual, a liberdade de pensamento e de expressão, mas o fato de que as pedagogias do aprender a aprender estabelecem uma hierarquia valorativa na qual aprender sozinho situa-se num nível mais elevado do que a aprendizagem resultante da transmissão de conhecimento por alguém. Entende também que é possível postular uma educação que fomente a autonomia intelectual e mora através justamente da transmissão das formas mais elevadas e desenvolvidas do conhecimento socialmente existente.

O 2º posicionamento: é mais importante o aluno desenvolver um método de aquisição, elaboração, descoberta, construção de conhecimentos, do que esse aluno aprender os conhecimentos que foram descobertos e elaborados por outras pessoas. É mais importante adquirir o método científico do que o conhecimento científico já existente. Este segundo posicionamento não pode ser separado do primeiro, pois o individuo só poderia adquirir o método de investigação, só poderia aprender a aprender através de uma atividade autônoma.

O 3º posicionamento: a atividade do aluno, para ser verdadeiramente educativa, deve ser impulsionada e dirigida pelos interesses e necessidades da própria criança.

O 4º posicionamento: é de que a educação deve prepara os indivíduos para acompanharem a sociedade em acelerado processo de mudança.

Podemos observar que a pedagogia do aprender a aprender é apresentada como uma arma na competição por postos de trabalho, na luta contra o desemprego, trata-se de um lema que sintetiza uma concepção educacional voltada para a formação da capacidade adaptativa dos indivíduos. Quando os educadores e psicólogos apresentam o aprender a aprender como síntese de uma educação destinada a formar indivíduos criativos, essa criatividade não deve ser confundida com busca de transformações radicais na realidade social, mas sim criatividade em termos de capacidade de encontrar novas formas de ação que permitam melhor adaptação aos ditames da sociedade capitalista.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Telepistemologia

Telepistemologia
07:57 PM, 20/5/2009 .. 0 comentários .. Link
Telepistemologia - Conhecimento virtual construido a distância

A realidade virtual não é outra realidade, mas parte permanente da realidade, desde sempre e agora colocada em vitrine do mundo, esta realidade arranjou vitrine própria atraves da internet. Surge então uma dificuldade na definição desta realidade, uma vez que torna-se uma realidade cada vez menos palpável e cada vez mais presente.

Desde tempos remotos, a inteligência humana dedicou-se a inventar instrumentos que facilitassem o manejo da distância. A internet nos dá oportunidade de acesso rápido, porém este horizonte cheio de promessas revela falsificações e malandragens. Através do distintivo da espécie humana somos capazes de virtualizar a realidade física. Parafraseando Marx, através do trabalho possuimos habilidade de antes de construirmos um prédio, saber projetá-lo mentalmente. Nossa história não é feita apenas das presenças físicas, concretas no sentido palpável, mas igualmente das presenças virtuais, essas vantagens são maleáveis à nossa interferência. Podemos projetar antecipadamente o que queremos ter.

O exemplo mais interessante de virtualização da realidade parece ser a própria ciência: esta não trata da realidade física diretamente, mas da realidade construída metodologicamente. Neste caso o virtual não é necessariamente simplificado, mas nos permite manipular muitas vezes de modo surpreendente a realidade física. Podemos afirmar que o mundo virtual hoje é mais visível, pois esta nos cercando por todos os lados, cada vez mais.

A inovação tecnológica é e sempre foi marca da evolução humana, sofisticando esta evolução através dos avanços tecnológicos.

Em pleno século XXI, o virtual muitas vezes tem sido um recurso utilizado para a construção de vínculos afetivos e emocionais, embora o computador virtualiza a comunicação sem adulterá-la, a impessualidade da máquina aponta para uma nova forma de constituição de subjetividades que requer uma atenção para que o benefício da comunicação virtual não se transforme em um único meio utilizado no processo de construção de subjetividades.

Luzes: possibilidade de se ver na escuridão
07:10 PM, 13/5/2009 ..


Há muitas coisas encobertas por trás das luzes que brilham na baia de Vitória-ES. A amplitude do mar é infinita, nossas possibilidades no entanto, são cerceadas pelo medo da liberdade, pelo medo de lutar por um ideal em que a educação se desvela como caminho possível Deixe um Comentário

EDUCAÇÃO E TECNOLOGIAS

EDUCAÇÃO E TECNOLOGIAS 07:34 PM, 29/4/2009 .. 2 comentários .. Link Considerando o homem como um ser socio-histórico, dotado de grande racionalidade, cabe pontuar as diversas construções que ele tem feito na natureza e na sociedade em prol de realizar transformações que em sua percepção, mesmo que imediata, venha a contribuir para sua existência e subsistência. Ao longo da história da civilização humana, através da racionalidade inerente ao homem, o mesmo vem realizando inúmeras construções: a invenção do telefone; o automóvel; a lâmpada incandescente; a televisão; o vídeo cassete; o dvd; o computador; o notbook..., em fim esse processo esta sempre em faze de construção e desconstrução, de descobertas e desencantos. O homem como principal protagonista é ao mesmo tempo o primeiro a ser transformado, assim podemos aludir que o homem é a força que move a natureza, a sociedade e é movido pelas suas próprias criações. As diversas tecnologias e técnicas construídas e desenvolvidas tem se tornado muito voláteis devido a rapidez em que tem ocorrido as inovações, nessa mesma rapidez o homem tem tido a necessidade de se reconstruir e se adaptar às novas exigências que ele mesmo tem criado. A sutura existênte entre tecnologia e homem é evidente, tratar de processos imanentes requer grande reflexão e análise. No contexto supracitado, a família passa por transformações significativas, onde as relações inter-familiares tem ocorrido de maneira sem muito contato direto entre os membros. O mundo virtual, se por um lado estreita distâncias físicas, distância relacionamentos tornando-os impessoais. Tal fato requer cuidados, haja vista que : "... o homem se faz homem ao interagir com homens..." Cabe indagar: qual é a melhor forma de ultilizar as tecnologias em prol do benefício do homem e da natureza?Deixe um Comentário é nóis aki 08:58 PM, 6/5/2009 .. Comentário por Anonymous .. Editar .. Deletar estou esperando pelas novidades de voces. jussara Comentário Sem Título 09:01 PM, 6/5/2009 .. Comentário por Anonymous .. Editar .. Deletar Poderemos utilizar muitas coisas interessantes deste blog. Adoramos!Editado por piaget on 13/5/2009 at 07:00 PM